40 anos da Internet x 40 anos do homem na Lua

Outubro 5, 2009

Pouca gente sabe, mas este ano a Internet completa 40 anos. Para quem não conhece a sua história, os Estados Unidos e a antiga União Soviética, após a Segunda Guerra Mundial, iniciaram a Guerra Fria entrando em uma corrida armamentista, em busca de poder, armas e informações privilegiadas. Neste contexto a Internet foi criada em 1969 devido a demanda para transmitir informações de forma segura entre as bases do exército americano.

Durante suas 4 décadas de vida a Internet evoluiu e muito, deixou de ser uma rede restrita e unidirecional e tornou-se uma rede global de multicoperação, hoje é possível fazer inúmeras coisas através dos seus recursos, por exemplo, consultar saldos nos bancos, conversar com alguém de outro continente de forma quasque que instantanea, comprar coisas ou simplesmente buscar informações.

Um ponto importante dos 40 anos da Internet foi a revolução no modo de vida da população em geral, muita coisa mudou após a popularização da Internet e ainda muita coisa irá mudar. Mas infelizmente para a maioria da população ou para a impressa em modo geral, este não é um ponto que merece tanta atenção na história da humanidade. Me pergunto o que impactou mais na vida da população, o homem (americano) que pisou na Lua, ou a popularização da Internet? Aliás a Internet com ferramentas como o Google Earth nos aproxima muito mais da Lua do que o próprio homem e suas naves.

Pois, muito me intriga diversos sites de e-commerce não utilizar parte do seu espaço para trazer este tipo de informação para o usuário final, por exemplo, em forma de promoções “A Internet comemora 40 anos e quem ganha é você!” Com certeza além de ser um slogan chamativo atrairia muitos compradores que não fazem idéia que a Internet está na “melhor idade da vida”.

Para os que dizem que a vida começa aos 40, concordo plenamente. A Internet chega aos seus 40 anos de cara nova, com ferramentas como Twitter, Facebook, Google Earth e “i-sites” como o igoogle, por exemplo.

Para onde vamos quando a Internet completar seus 50 anos? Sinceramente não faço idéia, em um mundo onde informações vem e vão de forma instantânea e mudanças ocorrem da noite para o dia, uma coisa é certa, não estaremos no mesmo lugar que estamos hoje e a decisão de se atualizar, cabe a cada um!


IPV6 – Aquecendo o mercado de TI.

Julho 30, 2008

O protocolo IPv4, atualmente utilizado para os endereçamentos IPs está com seus dias contados, inicialmente a previsão para o esgotamento dos endereços IPs era 2020, depois recuada para 2015 e atualmente pesquisadores dizem não passar de 2012.

 

Nos últimos anos alguns recursos como NATs e Subredes deram uma sobrevida ao IPv4, visto que eles otimizam a distribuição de endereços IP.A NAT, por exemplo, é um protocolo que, como o próprio nome diz (network address translation), faz a tradução dos endereços Ip e portas TCP da rede local para a Internet, fazendo com que uma rede com 300 computadores não precise de 300 IPs válidos.

 

O ipv6 está deixando de ser apenas um assunto para estudiosos e passou a ser uma questão cada vez mais freqüente no dia a dia de quem trabalha com tecnologia. Enganam-se os que acham que isto afetará apenas a parte de infra-estrutura, uma mudança de protocolo como esta terá um impacto muito maior no departamento de Tecnologia da Informação. Desenvolvedores, por exemplo, deverão pensar na migração de seus sistemas que muitas vezes afeta não só a TI e sim todos os usuários dos outros departamentos.

 

O período de transição do protocolo, perceba que ambos devem funcionar paralelamente por muito tempo ainda, deverá ser muito promissor para empresas e profissionais de TI, haverá uma gama de investimento em equipamentos para suportarem esta nova tecnologia, em migrações de sistemas e em determinados casos também em treinamentos. Com isso a demanda de mão-de-obra terá uma elevação considerável e muitos profissionais e empresas poderão tirar proveito disso.

 

O ideal principalmente para quem trabalha com infra-estrutura é começar a pesquisar o que vai mudar com o IPv6, o roteamento é um excelente exemplo, junto com a versão 6 do IP aparecerá novos protocolos de roteamento. Existe muitas pesquisar específicas nesta área que estão divulgadas no site da: Rede Nacional de Ensino e Pesquisas .

 

Outros sites úteis sobre o assunto são:

 

www.ipv6.org/

 

http://www.ietf.org/

 

http://www.br.ipv6tf.org/


Política de Segurança da Informação.

Maio 14, 2008
 
Implementar Segurança da Informação em uma organização pode ser um processo doloroso e que muitas vezes não se chega a um resultado esperado, é necessário ter um projeto bem elaborado e implantado para minimizar os impactos que a Política de Segurança da Informação faz dentro de uma organização.
Abaixo segue alguns passos que ajudarão no projeto e implementação de uma Política de Segurança da Informação:
 
1 Análise das necessidades da organização:
  As organizações são formadas por pessoas, que por sua vez criam processos, isto faz com que cada organização seja única. Partindo do princípio desta singularidade é necessário reunir uma equipe técnica capaz de não só entender a infra-estrutura e seus pontos fracos, mas sim entender qual o verdadeiro impacto que uma política de segurança vai trazer as pessoas e aos processos da organização. Para uma implantação eficaz é necessária a elaboração de uma política que não venha a interferir nos processos críticos das organizações, justamente para não comprometer os negócios, já que este é um dos objetivos da política, garantir a continuidade dos negócios.
 
2 Definir objetivos:
  Tendo em mãos os levantamentos técnicos é necessário definir os objetivos e abrangência da política, saber aonde se quer chegar é o primeiro passo para chegar ao lugar certo. É necessária uma visão estratégica do mercado de tecnologias, sobre o comportamento humano e sobre gestão de processos para definir com clarezas os objetivos a longo prazo da política de segurança. É incorreto e ilógico afirmar que o objetivo de uma política de segurança é manter uma rede totalmente segura, todos sabem que isso é utópico e que qualquer sistema com o tempo e tecnologia adequada pode ser invadido. Neste caso um dos principais objetivos da Política de Segurança é saber alocar recursos para a gestão de segurança, otimizando os gastos, se prevenindo internamente e acertando o alvo certo ao realizar investimentos em materiais, equipamentos e treinamentos.
 
3 Elaboração de um mapa estratégico:
  Se definir os objetivos é essencial para a implantação de uma política, saber como chegar aos objetivos é essencial para alcançar os objetivos definidos. Para isso surge a necessidade de levantar caminhos para a implantação da política, como campanhas de marketing (incluindo criação de slogans, divulgação, brindes, etc), treinamentos, conscientizações e busca de aperfeiçoamentos contínuos das tecnologias empregadas para a Segurança da Informação.
 
  O Mapa Estratégico não é nada mais que os caminhos para atingir as metas traçadas, estes caminhos devem ser cuidadosamente estudados em cada organização a ser aplicada à política, como dito cada organização é singular da outra contendo diferentes pessoas e diferentes processos, o mapa estratégico como todo o resto da política deve ser flexível a estas singularidades.
 
4 Treinamento e Conscientização:
  Um dos caminhos a ser seguido no mapa estratégico é a criação de treinamentos. A premissa para um treinamento eficiente em Segurança da Informação é a realização de treinamentos sobre ética. É recomendável que cada organização tenha também um conselho de ética para apurar determinados comportamentos. Após a ênfase em ética é necessário abordar um treinamento sobre segurança, este treinamento deve ser bastante didático e não deve deixar nenhuma dúvida sobre a Política da Segurança.
E nunca esquecer: Segurança começa e termina com pessoas.
 
5 Análises de soluções:
  Uma das partes mais crítica em uma política de segurança é a análise de soluções. Pesquisar softwares e hardwares que ampliem o nível de segurança de uma organização e manter o nível de funcionalidade da rede com um ótimo custo – benefício é um grande problema para todo administrador de redes. Algumas dicas podem ser muito úteis ao analisar soluções para segurança, tais como, conhecer a organização fornecedora da solução, verificar histórico de atualizações, verificar históricos de falhas, não depender somente de uma organização para a solução e principalmente obter uma solução de backup que atenda completamente as necessidades da organização.
 
6 Melhorias contínuas:
  Depois que a política estiver implantada na organização, as engrenagens estiverem encaixadas e funcionando adequadamente, é necessário sempre buscar melhorias em processos, pessoas e tecnologias. Os três estão sujeitos a mudanças constantes. Vivemos em uma época onde os mercados estão muito acirrados, sendo necessária a busca contínua por inovações e melhorias para estar sempre um passo a frente das demais organizações. Ameaças virtuais aparecem o tempo todo e com elas novas tecnologias devem ser agregadas a gestão de segurança.
  Não só a tecnologia, mas os treinamentos também devem ser atualizados constantemente a fim de facilitar a comunicação e o entendimento dos usuários, os treinamentos devem ser atualizados também conforme o surgimento de novas pragas virtuais e de novas tecnologias, sempre mantendo os usuários dos recursos de informática conscientes e atualizados sobre o que acontece na era digital.
  Nada impede também melhorias nos processos, que antes de implantados devem ser rigorosamente revisados. O mundo evolui de forma rápida, paradigmas são quebrados por novas idéias, assim sendo, os processos não devem ficar estagnados.
 
7 Flexibilidade:
  Flexibilidade está diretamente ligada às melhorias contínuas. Uma Política de Segurança da Informação por sua natureza deve ser flexível a mudanças do comportamento humano, mudanças nos processos críticos de uma organização e flexível a novas tecnologias, evitando assim cair em desuso.

Web – De onde viemos para onde vamos?

Maio 12, 2008

A Web teve seu primeiro passo em 1969 com a rede ARPANET, esta rede interligava o departamento de defesa americana, disponibilizando dados para as diversas bases do departamento. Como uma biblioteca funcionou a web durante a década de 90, utilizada como fonte de pesquisa, com um crescimento exponencial na quantidade de usuários e informações disponibilizadas.

A principal característica da Web 1.0 é a necessidade de uma atualização da página no servidor para ocorrer alterações no cliente criando assim um sistema unidirecional, este fato ocorre pelas tecnologias utilizadas na época, HTML, Java Script, CCS, etc.

 Web 2.0

A Web 2.0 foi mais que uma evolução tecnológica, houve uma mudança na maneira de como os usuários se comportam na Web, deixam de serem apenas leitores e passaram a integrar todo o mundo digital, através de games, sites de relacionamentos, bloggers, YouTube e diversos modelos de sites e aplicativos existentes. Isso se deu também as tecnologias que surgiram nesse período como o Ajax e o XML.

 Web 3.0

 A Web 3.0 está surgindo da evolução tecnológica e já começa e “mexer” com o comportametnos de seus usuários. Este período marcara dois seguimentos distintos que daqui alguns anos irão se unir. O primeiro segmento será a Web ultrapassar a barreira do browser e integrar componentes do sistema operacional como já acontece com os geds no Windows Vista e diversos recursos parecidos para versões de Linux, no futuro será possível arrastar algo do desktop para a web, recurso conhecido como “Drag Drop”.

Outro segmento da Web 3.0 será a integração de diversos dispositivos móveis com a Web e seus serviços,  como já acontece com o celular, palms, gps e diversos outros. Uma caracteristica para a Web 3.0 será o firmamento da tecnologia IPV6, especialista dizem que pode-se acabar os números de IPs válidos para a Internet entre 2012 a 2020.